publicado por superjogosedicas | Quarta-feira, 24 Dezembro , 2008, 03:02
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GTA praticamente cunhou o termo “sandbox”, sendo durante um bom tempo o único representante realmente decente de todo um gênero. Bem, as coisas estão mudando, e hoje já começa a fazer mais sentido se falar em um gênero “sandbox”, posto que algumas boas opções têm dado as caras. Assim sendo, pode-se começar a vislumbrar algo que sempre acontece quando um estilo de jogo se torna popular e várias empresas começam a tentar a sorte: passa a ser necessário ter um fator diferencial, algo que de fato destaque o título dos outros disponíveis no mercado.

No caso do próximo Godfather, além do apelo principal — ou seja, a ligação direta com a obra de Mario Puzo e, principalmente, com os ótimos filmes dirigidos por Francis Ford Copolla —, a EA Redwood Shores pretende somar à clássica diversão “sandbox” elementos de estratégia e até mesmo de RPG. Basicamente, Godfather II deve ir um pouco além daquela idéia básica do “vague por aí até encontrar alguma missão”.

Sim, você ainda vai perambular pelas ruas de grandes cidades, aceitar alguns objetivos e, provavelmente, atropelar algum transeunte distraído. Entretanto, também será necessário afiar as suas capacidades de gerenciamento, já que para manter um império pode ser necessário algo mais do que a capacidade de estourar cabeças. Portanto, espere sim tirar do caminho alguns sujeitos particularmente inconvenientes, mas esteja preparado também para chutar os seus inimigos onde mais dói. Ou seja, nos seus negócios.

Aqueles que vivem pela arma, morrem pela arma

Godfather II não terá uma ligação direta com os eventos desenrolados no segundo filme da famosa trilogia. Em vez disso, estará ligado à película unicamente em alguns pontos chave, sendo que na maior parte do tempo será apenas você tentando conquistar o seu espaço entre os negócios escusos da família Corleone.

A história tem início em uma das três grandes localidades que devem fazer parte do jogo: Havana (Cuba) — as outras duas são Nova Iorque e Miami. Um encontro entre os mais influente mafiosos da época é inesperadamente interrompida pelo início da revolução de 1958, que transforma as ruas em um sítio de guerra e obriga o novato Dominic a escapar com a cúpula da família Corleone até o aeroporto próximo.

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O frenesi da situação acaba ocasionando a morte Alto Trapani (protagonista do primeiro jogo), posto que acaba então ficando para Dominic, que agora poderá ter um pequeno grupo de subordinados, formando um novo braço da Máfia. É aqui que o jogo começa a mostrar a sua faceta mais estratégica. Uma vez que a família esteja novamente me Nova Iorque, você passará a recrutar homens para levar adiante o seu novo grupo. O seu novo exército será então composto principalmente por “freelancers” talentosos da família Corleone, sendo que cada um terá uma habilidade específica, o que é bom levar em consideração.

Eles serão desde médicos até especialistas em explosivos ou simplesmente matadores por natureza. A idéia é que você acabe com uma equipe minimamente equilibrada, a fim de não ter problemas mais para frente. Um dos primeiros objetivos que você terá como autônomo em Godfather II virá por uma sugestão de Frank Pentangeli, um amigo da família. Uma certa casa de prostituição disfarçada de padaria parece ser um ótimo início para o domínio do futuro Don. Assim sendo, a idéia é pegar o carro e rumar para o local a fim de fazer uma “proposta irrecusável” para o dono do local.

Acima de tudo, um homem de negócios


No fim das contas, cada contato, cada intimidação e, por fim, cada morte que acontece em Godfather tem, em última análise, apenas um objetivo estratégico. Conforme disse o “caporegime” Tessio no primeiro filme: “diga ao Mike que foram apenas negócios. Eu sempre gostei dele”.

A tomada da pseudo-padaria é um bom momento para entender como funciona a mecânica do “cada homem tem o seu limite”. Após chegar ao local, você encontrará uma já prevista resistência por parte de dois seguranças. Bem, a idéia aí é simplesmente arrancar informações dois dois, sem necessariamente matá-los. Sabendo então onde encontrar o malfadado dono do prostíbulo, a idéia é rumar até lá e fazer a justa proposta: “o local ou a sua vida”. Nada mais elegante.

Quer dizer, a idéia é criar e expandir um império, não se tornar um assassino em série. Assim sendo, embora algumas vezes seja necessário fazer alguma pressão para conseguir a informação necessária, é bom tomar cuidado. Caso a coisa saia um pouco do controle, o acuado inimigo pode acabar revidando com uma fúria cega ou simplesmente morrendo.

A fim de conseguir esse efeito contundente de persuasão, Godfather traz um sistema de combate corporal que consiste em algumas simples combinações de botões que vão disparar socos e chutes além de uma boa variedade de manobras de intimidação (caso o inimigo já tenha sido agarrado). Uma vez que o inimigo esteja à sua mercê, será possível então disparar cabeçadas, tapas, arremessos e muito mais.

A visão do Don

É claro que um império não é construído apenas fazendo algumas cabeças rolar. Será necessário manter toda uma rede de investimentos escusos no ar, decidindo quando e como investir, bem como quando e como roubar um investimento lucrativo de um adversário. Quer dizer, isso sempre mantendo um olho na nuca, já que os seus adversários também poderão virar a mesa a qualquer momento.

Nesses momentos entra em cena a “Don’s view” (visão do Don), que permitirá que você acompanhe de perto os seus negócios e também procure outros nichos lucrativos para “investir” (entenda-se: utilizar alguma artimanha para usurpar). Por exemplo, você pode garantir maior segurança a um local acrescentando mais guardas. Entretanto, isso deve consumir dinheiro, o que também é necessário na contratação de pessoal e na manutenção do seu status.

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Tomar algum negócio particularmente lucrativo também vai demandar alguma estratégia. E para o caso de uma determinada família estar se destacando um pouco mais do que seria interessante? Uma opção seria simplesmente eliminar algum dos chefões, embora explodir algumas propriedades para assim conter o poder da família também seja uma possibilidade.

Além disso, também será possível investir na estética dos seus homens, garantindo que eles se distingam facilmente nas ruas. Bem, seja lá pelo motivo que for. Enfim, construa o seu nome, crie uma família, espalhe a sua influência pela cidade através de ameaças diretas ou de um bem colocado e variado sistema de diálogos. E, por fim, assista ao seu império tomando forma, sempre tomando cuidado com os adversários e os esqueletos no armário.


Godfather II pode mesmo ser um jogo único, já que sem dúvida representa uma combinação única. Mas, é claro, alguns fracassos pretensioso já marcaram tentativas sandbox. Assim sendo, o melhor mesmo é esperar até fevereiro próximo, quando Godfather II deve desembarcar para PC, Xbox 360 e PS3.
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